AS TENTAÇÕES DO SEXO

Envolvendo sempre duas pessoas, o pecado do sexo antes ou fora do casamento, semelhantemente a uma moeda, tem dois lados: o da provocação e o da aceitação. Creio que o pecado da provocação é o mais insidioso, pois na maioria dos casos, germinando e nascendo no coração do homem, é deliberadamente premeditado. Porque é planejado, tal pecado é mais perverso. É como faz o caçador com a sua presa. Ele a atrai fazendo-a sair da segurança do seu abrigo e em seguida a abate. Além do mais diz a Escritura que o que sai do homem é o que o contamina.

"Porque de dentro do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios... Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem" (Mc 7.21-23).

O pecacado da provocação: Vestindo-se ou se comportando despudoradamente, as mulheres mundanas são a fonte de tentação no aspecto sexual. Paulo (1Tm 2.9) afirma que ao contrário das mundanas, a mulher cristã deve se vestir com modéstia. De acordo com a Enciclopédia da Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol. IV pg. 330 a raiz do termo modéstia é modestus, moderado. Esse vocábulo, por sua vez, está alicerçado sobre modus, isto é, medida. Em seu uso, essa palavra significa retraído por um senso de humildade, de decência, de pejo ou de senso de propriedade. Isso posto, modéstia aponta para reserva decência, decoro, propriedade.

Referindo-se à mulher, o termo indica a maneira delas se vestirem ou se comportarem em público. Uma mulher modesta não somente não se veste de maneira a acentuar exageradamente os seus traços femininos característicos, como também não andaria mostrando seios e coxas, insinuando-se sexualmente aos homens. (friso de igual modo aos homens)
Exemplo:
Certa ocasião encontrei-me com uma mulher que, embora a tivesse conhecido há bastante tempo, não a reconheci de imediato. É que ela estava tão bem produzida que eu só podia ver a pintura, os enfeites e a falta de roupa. Assim procedem as mulheres que desprezam o sentimento religioso. É claro que o problema não estaria na pintura em si, nem nos enfeites, mas no procedimento exageradamente imodesto com segundas intenções, apenas para chamar a atenção dos homens para si mesma, como, aliás, procedem eficazmente as prostitutas.

Muitas mulheres exageram no seu comportamento, de maneira que, disfarçando imodestamente a sua personalidade, fazem ressaltar licenciosamente a sua feminilidade. A luxúria e a ostentação, não combinam com a mulher cristã que na sua aparência manifesta o recato, a decência e a mansidão. (friso de igual modo aos homens)

Os enfeites e os adornos, respeitáveis e decentes, refletem edificantemente a vida interior da mulher que teme a Deus. Eis porque ela não deve se vestir exagerando-se no uso de jóias, na maquiagem ou na carência de roupa, comportando-se apenas para se mostrar aos homens, provocando-lhes às impurezas sexuais. A mulher que se veste de maneira sensual e provocante, usando, por exemplo, vestidos muito decotados ou saias acentuadamente curtas, ela estaria cometendo o pecado da provocação, uma vez que se insinuando aos homens estaria induzindo os irmãos mais fracos à concupiscência da carne e, consequentemente, aos pecados sexuais.

Seriam induzidos ao erro previsto por Jesus, segundo o qual, "qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela" (Mt 5.28).

Já o pecado da aceitação : é quase sempre incidental. Ainda que alguém o considere infração circunstancial, nem por isso será menos danoso, pois uma vez consumado o pecado será sempre um mal. Bate-seba, tomando banho à frente do terraço real, provocou ao rei Davi que a desejou, cedendo à tentação. O fato é que, arrebatados por sua concupiscência, o desejo dela na provocação e a cobiça dele na aceitação, ambos pecaram, não só escandalizando o reino de Israel, mas ainda resultando em juízo e morte.

Davi não só teve que sofrer a maldade do seu pecado, como também a perda do seu próprio filho, para se cumprir a profecia de Natã, que dissera: "Posto que com isto (o adultério) deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá" (Sm 12.14)

Assim, todo aquele que é tentado por sua cobiça, será também por ela seduzido, bem como atraído por sua armadilha. Está isso bem claro na Palavra de Deus, no livro de Tiago (1.13-15), onde se lê: "Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus... Ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte".

Ora, diante de um quadro tão sombrio, demais assustador, como poderia alguém resistir a tais tentações? Indagações como estas, a princípio, não teriam respostas. Mas, graças a Deus a providência divina tem uma saída.

A resposta para a questão das tentações do sexo é simples, uma vez que está no fato de tão somente reconhecermos o contraste que existe entre uma vida dominada pelo mal da própria natureza humana, sabidamente pecaminosa, e uma vida controlada pelo Espírito Santo, aliás, fruto do maior de todos os milagres: o novo nascimento, não o da carne, mas o nascimento do Espírito, que vivifica. Paulo diz que se viver o crente sob a influência do Espírito Santo, jamais seguirá ele os seus instintos carnais. (Gl 5.16





Autor: Desconhecido (postado)